Um novo surto de ebola
na África Ocidental tem deixado em alerta as autoridades de saúde em todo o
mundo. Altamente contagiosa, a doença causa uma febre hemorrágica, que chega a
matar de 60 a 90 por cento das pessoas infectadas.
De acordo com o último informe da Organização Mundial de Saúde (OMS), já são 1.201
casos registrados entre confirmados e prováveis, e 672 mortes na Guiné, Libéria
e Serra Leoa neste ano.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, nenhum caso da
doença foi registrado até o momento, mas o órgão segue acompanhando as
atualizações diárias da OMS sobre a doença e monitorando o aparecimento de
possíveis casos no país.
O Ebola
O Ebola é uma doença causada por vírus do gênero Ebolavirus, que compreende
cinco diferentes espécies de vírus: Bundibugyo ebolavirus (BDBV), Zaire
ebolavirus (EBOV), Sudan ebolavirus (SUDV), Reston ebolavirus (RESTV) e Taï
Forest ebolavirus (TAFV). Segundo dados da OMS, somente os três primeiros tipos
de vírus têm sido associados à ocorrência de surtos de Ebola na África. Apesar
da espécie Reston ebolavirus, encontrada na China e nas Filipinas, poder
infectar humanos, nenhum caso da doença por este tipo de Ebolavirus foi
registrada até o momento. Já a espécie Tai Forest está associada a casos da
doença em animais, como chipanzés e gorilas.
Veja mais informações sobre a doença no vídeo
produzido pela Organização das Nações Unidas
(ONU):
Sintomas
Os sintomas da infecção pelo Ebola costumam aparecer entre dois a 21 dias
após a exposição ao vírus, mas como a maioria dos sinais se assemelham ao de
viroses comuns, seu diagnóstico é dificultado.
Os principais sintomas da doença são: febre repentina, fraqueza, dor
muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta, seguidos de vômitos,
diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais. Alguns pacientes
também podem apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no
peito e dificuldade para respirar e engolir, além de sangramentos internos e
externos.
As hemorragias são causadas por uma reação entre o vírus e as plaquetas
presentes no sangue humano. Essa reação produz uma substância capaz de danificar
células e criar buracos nas paredes dos vasos capilares, que transportam o
sangue. Como os níveis de glóbulos brancos e plaquetas são afetados pela doença,
o organismo não consegue realizar o processo de coagulação do sangue e
interromper os sangramentos.
Transmissão
O Ebola pode ser contraído mediante o contato direto ou indireto com sangue,
secreções e outros fluídos corporais contaminados tanto de humanos como de
animais.
De acordo com a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras,
em algumas áreas da África, a doença foi registrada por meio do contato com
chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e
porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta
tropical.
Também foram relatados casos de pessoas que contraíram a doença em enterros
após terem tido contato direto com o falecido vitimado pelo ebola.
A OMS alerta para o fato de que os homens podem transmitir o vírus por meio
do seu sêmen por até sete semanas após terem se recuperado da doença.
O fim de um surto de ebola apenas é declarado oficialmente após o término de
42 dias sem nenhum novo caso confirmado, segundo as orientações da OMS.
Tratamento
Ainda não há um medicamento específico ou vacina para cura ou prevenção
contra o ebola. Atualmente, o tratamento padrão para a doença está focado em
aliviar os sintomas do paciente. O diagnóstico da doença é feito por meio de
exames laboratório, após a realização de cinco diferentes testes, que incluem a
análise de amostras de urina e saliva. Assim que confirmada a doença, o paciente
deve ser isolado e as autoridades de saúde pública notificadas.
Prevenção
Várias medidas estão sendo tomadas em todo o mundo para evitar a proliferação
do vírus Ebola. Segundo a OMS, é possível controlar os surtos da doença adotando
medidas relativamente simples, como a implantação de práticas básicas de
biossegurança em serviços de saúde e no atendimento aos doentes (isolamento dos
pacientes; uso de máscaras, luvas e aventais pelos profissionais de saúde;
limpeza adequada de superfícies; entre outras) e, na comunidade, evitar que
pessoas tenham contato com o sangue e fluidos corporais dos pacientes.
Porém, as condições precárias de atendimento aos pacientes e as práticas
culturais e religiosas em áreas dos países atingidos têm dificultado a contenção
do presente surto.
A entidade também frisa que apesar da gravidade da doença, não há necessidade
de pânico entre a população, já que, por suas características, a possibilidade
de disseminação global do vírus Ebola é muito baixa. Mesmo assim, a OMS está
orientando os países a monitorar e sobre como proceder diante de possíveis casos
da doença.
E NO BRASIL?
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que brasileiros que tenham viagens
a esses países, evitem qualquer contato com sangue ou fluidos corporais de
pessoas doentes. Também os profissionais de saúde do país estão obrigados a
notificar imediatamente às Secretarias Municipal e Estadual e ao Ministério da
Saúde, de acordo com a Portaria Nº 1.271, de 6 de junho de 2014, os casos de
viajantes que chegam ao Brasil provenientes desses países e apresentam os
sintomas da doença produzida pelo vírus Ebola. (ebc.com.br)
E vocês? são a favor do isolamento aos países com surto da doença? seria correto fadar um povo a morte para que o vírus não se espalhe?
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